Do Gibi Para Tela - Spirit

The Spirit

Criador: Will Eisner.
Ano de criação: 1940.
Editora: Quality Comics / Kitchen-Sink Press.
Na Televisão:  The Spirit (1987).

SpiritO criminalista Denny Colt é dado como morto depois de uma luta com o vilão Dr. Cobra. Aproveita-se da situação e resolve deixar que Central City acredite que ele realmente morreu. Assume uma identidade secreta, com o nome de Spirit, e passa a viver no cemitério Wildwood, de onde sai para auxiliar a polícia na luta contra o crime. Sustentando-se com o que recebe como recompensa pela captura dos criminosos e com o dinheiro deixado por seu falecido pai, Sr. Denny Colt.

Seu grande amigo é o Comissário Eustace Dolan, chefe de polícia em Central City. Filho de “Dead Duck” (xerife em Borderville, Texas), Dolan além de proteger a identidade secreta de seu amigo é também quem administra o dinheiro do herói. Além de ser uma espécie de pai para Denny, Dolan é um sério candidato a ser sogro: sua filha Helen, não disfarça sua paixão por Spirit e até abandonou o antigo noivo, Homer Creep, para viver a esperança de um dia casar-se com o herói. Mas Helen tem uma disputa dura com as dezenas de mulheres que aparecem nas aventuras do herói. Mulheres fatais como Silk Satin, a Dra. Silken Floss e Nylon Rose. Mulheres perigosas como PõGell, Sand Saref, Dulcet Tone, Thorne Strand, Castanet, Autumn Mews e Flaxen Weaver. Porém, Denny Colt é um solitário. Mesmo seu assistente Ebony White, foi em diversas ocasiões esquecido. Chegou a ser substituído em determinado momento pelo esquimó Blubber e depois por Sammy.

A situação financeira de Spirit é sempre difícil, por causa dos seus problemas com a Receita Federal e por causa também de sua vida cara de aventureiro. “Te custa 20 mil dólares por ano para combater o crime”, avisa Dolan, preocupado. Ele que já fora dado como fora-da-lei tornou-se um integrante da polícia, com o cargo de auxiliar de Dolan. Saiu de seu esconderijo no cemitério e foi morar em um apartamento. Chegou ser lançado candidato a prefeito de Central City.                

Intérpretes:  Sam J. Jones.

Sam J. JonesEm 1987 foi lançado o filme do Spirit, dirigido por Michael Schultz, que já havia trabalhado em filmes como: As Aventuras de Tarzan em Nova York de 1989 e Qual é o Caminho para Cima? de 1977. O filme começa com Detetive Denny Colt numa investigação sobre falsificações de obras-de-arte, quando o seu mentor morre em seus braços deixando apenas um nome “Simon Teasdale”. Em cima dessa única pista Denny Colt inicia uma investigação para descobrir quem matou seu mentor e quem são os falsificadores das obras-de-arte. Denny vai para Central City, onde empenhado na investigação morre pelas mãos de um dos seus informantes. O Comissário Dolan e a força policial consideram Denny morto, um fim terrível para o que Dolan considerava uma carreira promissora. Mas Denny Colt não morreu, ele retorna e resolve se aproveitar que todos imaginam a sua morte, para agir sozinho sob a identidade do Spirit. Logo Spirit começa a fazer uma reputação como um vingador fora-da-lei chamando a atenção do Comissário Dolan, que desaprova os métodos usados por ele. Até que Denny Colt resolve revelar sua identidade secreta para o Comissário Dolan. Spirit retoma suas investigações das falsificações de obras-de-arte e descobre o assassino do seu mentor.

Em The Spirit, Schultz conseguiu capturar a essência do herói, o cemitério, o uso de luz e sombra em algumas cenas e as tempestades estão presentes, mas o filme parece um pouco deslocado das histórias do personagem, em parte por causa da tradução das aventuras que se passa nas décadas de 40 e 50 para os anos 80, e ainda porque Michael Schultz sacrifica um pouco os elementos noir existentes nos quadrinhos de Eisner. Aqui o Spirit interpretado por Sam J. Jones não abandona os elementos visuais fundamentais do herói, como a roupa azul, as luvas e a máscara.

O elenco é muito bom, além de nomes como os de: Philip Baker Hall (Secret Honor - 1985) e Kira Nerys (Star Trek:Deep Space Nine), ainda tem no papel do Spirit o ator Sam J. Jones  que já havia trabalhado, em 1980, na adaptação do herói Flash Gordon para as telonas.

Os destaques ficam por conta da cena na fundição com Ellen e a briga final no museu, embora esta última tenha sido filmada durante o dia, tirando um pouco o clima dos quadrinhos.

Não é um grande filme, mas para quem quer passar a tarde comendo pipoca e assistindo um programa divertido, até que vale a pena.  

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