Do Gibi Para Tela - Perfil: Johnny Weissmuller

Dos Quadrinhos Para a Selva.

Ele tinha um metro e noventa de altura, um pouco mais de noventa quilos, e no começo dos anos 30 foi o menos vestido e mais assediado corpo masculino nas telas. Tarzan era a desculpa, mas Pater John Weissmuller foi uma imagem extraordinária, a voz aguda, os olhos bem espaçados e artudidos, a cabeça muito ariana e esculpida ao seu corpo. Ele fez a maioria de suas ações nos filmes, nadando e balançando-se pelas árvores. Para que ninguém pensasse que ele estava levando tudo isso muito a sério, ele tinha um grito que era parte canto montanhês austríaco, parte gorila, e parte testosterona. “Eu Tarzan, você Jane”, ele grunhia, e cada mulher de Maureen O’Sullivan em diante captava a mensagem. Nenhum Tarzan subseqüente jamais esteve à sua altura, a tanga foi aposentada.

Os pais de Weissmuller eram vienenses (já não foi Arnold Schwarzenegger considerado estar fazendo a história de Johnny?). Ele nasceu em 1904 em Windber, Pensilvânia. Quando os pais se mudaram para Chicago, o garoto aprendeu a nadar em piscinas públicas e no lago Michigan. Ele se tornou um nadador imbatível em nado livre, seus movimentos de braços muito poderosos arrastaram-no a incontáveis recordes mundiais e cinco medalhas de ouro nos jogos Olímpicos de 1924 e 1928.

Começou a trabalhar como profissional emm1929 e interpretou a si mesmo em “Glorifying The American Girl” (1929, Millard Webb e John Harkrider). Então Louis B. Mayer e Irving Thalberg escolheram-no como o novo Tarzan. Ele foi um sucesso notável em filmes que usavam bem o som, freqüentemente tomando emprestadas cenas de selva de outras produções, e raramente esquecendo as sugestões eróticas de Johnny e O’Sullivan ou sua sucessora, Brenda Joyce.

Weissmuller já estava um pouco gorducho e velho, e os dublês estavam se mostrando exigentes. Mas que desastroso engano foi a substituição dele por aquele lustroso gigolô, Lex Barker. Mas Weissmuller continuou nas selvas e foi reavaliado como um herói de filme B, completamente vestido, tornando-se o Jim das Selvas em 1948 sob direção de William Berker um papel que ele interpretou em outros quinze filmes até “Devil Goddess” (1955, Spencer Bennett), em cuja a época, distraidamente todo mundo chamava o personagem de “Johnny”.

Ele foi um vitorioso nadador na vida real também: teve cinco esposas, e anos de difiuldades com o imposto de renda. Nos anos setenta, virou um anfitrião no Caesar’s Palace de Las Vegas, e no final dos anos setenta, estava enfraquecido por ataques e doença cardíaca. Morreu em 1984.        

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