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Lobo Solitário |
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| Criador: Kazuo Koike & Goseki Kojima. |
| Ano de criação: 1970. |
| Editora: Manga Action. |
| No Cinema: Espada da Vingança (1972), Carrinho de Bebê no Rio Styx (1972), Carrinho de Bebê Rumo a Hades (1972), Carrinho de Bebê em Perigo (1972), Carrinho de Bebê na Terra dos Demônios (1973), Paraíso Branco no Inferno (1974), O Shogun Assassino (1980) e Estrada Para Perdição (2002). |
| Na Televisão: Lobo Solitário (2002). |
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Ogami torna-se um ronin, um samurai sem mestre. Procurando limpar seu nome, vagando incansavelmente pelo Japão feudal em companhia de seu pequeno filho Daigoro, um bebê. A necessidade de sobrevivência força Ogami a vender seus serviços como mercenário assassino, e freqüentemente matar para não ser morto. A série “Lobo Solitário” abriu definitivamente as portas do mercado Ocidental para os quadrinhos japoneses. Frank Miller, na época o maior astro dos gibis-americanos, foi um importante divulgador. Miller reconheceu Kojima como uma de suas principais influências e produziu capas das edições norte-americanas da série, lançadas pela editora First. |
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| Intérprete: Tomisaburo Wakayama. |
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Quem conhece um pouco do cinema japonês sabe que quando eles decidem fazer uma adaptação de um mangá, eles investem muito dinheiro e trabalho para atingirem um bom resultado. Nas adaptações do Lobo Solitário para o cinema o resultado foi uma das melhores obras baseada em histórias em quadrinhos, fiel nas cenas de luta, na caracterização dos personagens e na adptação da história em si. O ator japonês Tomisaburo Wakayama, famoso artista de teatro no Japão, foi chamado para viver a pele do Ito Ogami nos seis filmes do herói. O primeiro filme da série do Lobo Solitário foi realizado pela Katsu Productions, e distribuído pela Toho International Co. . Espada da Vingança de 1972. O diretor Kenji Misumi pediu para que os criadores do mangá, Koike Kazuo e Goseki Kojima, fossem os roteiristas responsáveis pela adaptação. O primeiro filme da série é muito bem feito, com direção inventiva e fotografia exuberante e a trilha sonora também é boa. As cenas de ação são extremamente bem feitas. Neste é contada a origem do personagem que anda com seu filho enquanto ganha a vida como mercenário assassino. Traído pelo diabólico Retsudo Yagyu, Ito Ogami e seu filho começam uma jornada sangrenta em busca de vingança, correndo para salvar a vida de um daimyo e eliminar os traidores e os ronins que conspiram pela sua morte. No mesmo ano foi lançado o segundo filme da série Carrinho de Bebê no Rio Styx, ainda com a mesma equipe do primeiro longa-metragem, este possui o roteiro baseado nas histórias publicadas nos quadrinhos: “Eight Gates Of Deceit”, “The Flute Of The Fallen Tiger” e “Executioner's Hill”, um pedaço de cada história montada num excitante enredo de tirar o fôlego. A violência gráfica está muito mais presente neste filme que nos outros da série. Aqui Ogami Itto luta contra um grupo de ninjas feminino que trabalha para o clã de Yagyu, e tem que assassinar um traidor que planeja vender os segredos do clã para Shogunate, este traidor é protegido por 3 homens conhecidos como os "Deuses da Morte".
O diretor Buichi Saito pegou a série ainda em 1972, lançando o quarto filme da série, Carrinho de Bebê em Perigo. Ogami Itto e o filho continuam suas andanças., Itto é contratado para matar Oyuki, uma assassina tatuada. Enquanto isso, Gunbei Yagyu, que fora humilhado por Ito Ogami em um duelo perante o Shogun, vê em Daigoro a sua chance de se vingar. No final, Ogami terá de enfrentar um exército de samurais da família Yagyu, antes de enfrentar Retsudo Yagyu. As semelhanças entre este filme e o wester espaguete “Por Um Punho de Dólares” é evidente. Este é um filme mais para os fãs de artes marciais que propriamente para os fãs do Lobo Solitário. Kenji Misumi volta à direção da série em 1973 com o filme Carrinho de Bebê na Terra dos Demônios. Nesta quinta seqüência, cinco guerreiros desafiam Ogami, cada um tem 1/5 da taxa de assassinatos de Ogami e 1/5 das informações que ele precisa para completar o contrato. A missão dele é matar um daimyo louco que poderá destruir o próprio clã. No sexto e último filme da série, Paraíso Branco no Inferno de 1974, o diretor Yoshiyuki Kuroda não deixa cair a qualidade dos outros cinco e mostra o conflito final entre Ogami Itto e o clã de Yagyu. As imagens estão graciosamente compostas, a ação é magnificamente coreografada e as idéias de enredo são maravilhosamente ultrajantes. Como a maioria do clã Yagyu foi morta pelas mãos de Ito (que era de 5000 membros e agora só restam 2, Retsudo e seu bisneto), Retsudo propõe um duelo final, onde Ito terá de enfrentar o bisneto de Retsudo, um jovem que praticou as artes negras e é perito em facas, e o próprio Retsudo Yagyu. A série fecha com chave de ouro.
Em 2002 outra versão
americanizada foi adaptada da obra de Kazuo Koike & Goseki Kojima, desta
vez a história tomou a idéia do mangá apenas como base. Em Estrada Para
Perdição do diretor Sam Mendes (Beleza Americana), Michael Sullivan (Tom Hanks) é um zeloso pai de família, que ama
muito sua esposa, Annie Sullivan (Jennifer Jason Leigh), e seus filhos,
Michael Sullivan Jr. (Tyler Hoechlin) e Peter Sullivan (Liam Aiken).
Porém, ele vive moralmente em conflito, pois trabalha como assassino
profissional para um irlandês, John Rooney (Paul Newman), um idoso chefe
de quadrilha que criou Sullivan como se fosse seu filho. Michael Jr., o
filho mais velho, fica curioso sobre a profissão misteriosa do seu pai,
então se esconde no automóvel dele e acaba testemunhando a execução de
Finn McGovern (Ciarán Hinds), que foi morto por Connor
Estrada Para Perdição recebeu 6 indicações ao Oscar, nas seguintes categorias: Melhor Ator Coadjuvante (Paul Newman), Melhor Fotografia, Melhor Direção de Arte, Melhor Trilha Sonora, Melhor Som e Melhores Efeitos Sonoros. |
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| Intérprete: Kinya Kitaoji |
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O Lobo Solitário foi adaptado para uma série de tevê em outubro de 2002. Na nova versão Asahi Ogami Itto é interpretado pelo conhecido ator japonês Kinya Kitaoji, e seu filho Daigoro é interpretado pelo ator de apenas 3 anos Tsubasa Kobayashi. A nova série trouxe pequenas mudanças na história original domangá, num esforço de trazer as aventuras do Lobo Solitário mais perto da realidade. As inovações começam com o formato da tela, a série é exibida em proporção de tela de cinema. |
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